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07/04/17

Dia Mundial da Saúde tem alerta sobre depressão e atos em defesa do SUS

Neste Dia Mundial da Saúde, Organização Mundial de Saúde (OMS) faz alerta sobre o aumento da depressão: 300 milhões de pessoas podem estar sofrendo com a doença. Nas ruas do País, trabalhadores saem em defesa do SUS.

Imagem: Divulgação OMSImagem: Divulgação OMS

Nesta sexta-feira (7), a OMS, agência que integra a Organização das Nações Unidas (ONU), incentiva que todos conversem mais sobre a depressão. A oganização destaca que o número de pacientes aumentou 18% entre 2005 e 2015. No entanto, falta apoio às pessoas que sofrem de doenças de saúde mental.

Em artigo, publicado ontem na página da CNTU, o presidente da Federação Nacional dos Farmacêuticos (Fenafar), Ronald Ferreira dos Santos, fala do assunto e lembra que a atual crise política e econômica que passa o País pode afetar a saúde mental dos brasileiros.

"Retirar direitos dos cidadãos é um curto caminho para o surgimento ou agravamento de doenças relacionadas ao emocional de cada ser. Quando se perde benefícios conquistados há décadas e se encara uma nova realidade cheia de incertezas e inseguranças, a tendência é que o trabalhador e a trabalhadora entrem em um quadro psíquico perigoso, o da depressão", diz um trecho do texto que pode ser lido aqui.

Sintomas
Com medo do estigma, muitos pacientes evitam buscar tratamento e acabam não conseguindo ter uma vida produtiva. O psiquiatra José Bertolote, professor da Faculdade de Medicina de Botucatu, no interior de São Paulo, explica que a depressão é a "doença mais democrática" que existe, porque afeta pessoas de todas as faixas etárias. Mas os sintomas podem ser diferentes.

"A pessoa que fica só em casa, deitada, chorando, se lamentando, essa é uma apresentação muito mais frequente em mulheres. Em homens, muitas vezes a depressão se manifesta ou por agressividade, comportamento violento e uso de álcool e drogas. Em adolescentes, nós podemos ter diversos tipos de comportamento, tipo impulsivo, comportamento que não respeita limites e isso pode ser a expressão de uma depressão."

O médico explica, ainda, que a depressão é comum em pessoas com quadros prolongados de transtornos de ansiedade. Já os pacientes que sofrem de síndrome do pânico podem desenvolver a doença. Segundo ele, o momento certo para procurar ajuda é quando os sintomas se estenderem por mais de um mês, que pode ser sinal de depressão.

A OMS também aproveita para ressaltar a importância de mais investimentos públicos em problemas de saúde mental. Para cada US$ 1 investido em tratamentos para depressão e ansiedade, existe um retorno de US$ 4 em melhorias da saúde do paciente e habilidade em poder trabalhar.

No Brasil, a OMS disse que foram registrados 11,5 milhões de casos da doença, atingindo quase 6% da população. Os casos de ansiedade foram maiores, chegando a 18,6 milhões, pouco mais de 9% dos habitantes.

Movimento no Brasil
Organizações do setor promoveram, na capital paulista, na manhã desta sexta, um ato em defesa do Sistema Único de Saúde (SUS). "A gente nota bem claramente, quando vai visitar as pessoas doentes em suas casas, essa dificuldade de conseguir os meios [para o tratamento de saúde]. Quando conseguem ir a uma Unidade de Saúde, não encontram o medicamento ou um insumo como a fralda", declara Paulo Moura, coordenador da Pastoral da Saúde, da Arquidiocese de São Paulo, durante mobilização.

"Estamos passando dificuldade grande com o desemprego. Imagine pessoas que estão sem trabalho estão sem dinheiro para comprar medicamento ou fazer um tratamento de saúde. Precisamos garantir esse atendimento que é um direito, faz parte do SUS", completa.

No Recife, o Comitê Popular da Saúde realiza um dia de atividades na Praça do Derby. Entre as atividades estão aulas públicas, práticas integrativas, oficinas, apresentações teatrais e panfletagem. O tema escolhido é "Saúde é direito, não deixe o SUS acabar".

Segundo Fernando Severino da Silva, membro do Comitê Popular pela Saúde e agente comunitário de saúde, o tema se relaciona ao desmonte do Sistema Único de Saúde (SUS), "principalmente após a aprovação da PEC 55, da Lei da Terceirização e das ameaças com a Reforma da Previdência", afirma.

Uma das principais denúncias da mobilização é o anúncio feito pelo governo de criação de  “planos de saúde populares”, que, segundo os militantes do Comitê, significa um processo de sucateamento e privatização do SUS. Se implementados os planos populares podem dificultar o atendimento de pessoas com tratamentos que custam caro.


Com agências
(publicado por Deborah Moreira)





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