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12/04/17

Marcha pela ciência no Brasil

Atividade acontece no dia 22 próximo em várias cidades para chamar a atenção ao descaso com que a ciência está sendo tratada no País.

Além de São Paulo e Natal, a cidade do Rio de Janeiro anunciou que também realizará a “Marcha pela Ciência no Brasil”, evento internacional que acontece no dia 22 de abril em mais de 300 cidades pelo mundo. Em reunião organizada pela Associação dos Docentes da Universidade Federal do Rio de Janeiro (Adufrj), com apoio da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC) e da Fiocruz, foi definido que, além da Marcha, serão realizadas atividades complementares durante a semana, de 23 a 28 de abril. “Seria muito importante que atividades similares, ligadas à Marcha pela Ciência, ocorressem por todo o País nos diversos estados e nas instituições de pesquisa e ensino”, dizem os organizadores da mobilização do Rio. “Convidamos todas as pessoas interessadas, bem como as entidades científicas, educacionais e demais setores da sociedade civil a se juntarem a este movimento”, acrescentam.

Além de destacar a integração desta ação com a Marcha pela Ciência internacional e seus propósitos, a atividade terá o mote “Conhecimento sem cortes”, com o objetivo de denunciar e criticar os enormes cortes que ocorreram nos recursos para C&T (no País e no Rio de Janeiro), e também em outras áreas como educação, meio ambiente, cultura etc. “Utilizaremos tesouras, pequenas e grandes (de papelão), para simbolizar os cortes (organizando um ‘tesouraço’) e, ao final da atividade, as tesouras serão descartadas em um grande recipiente”, contam. 

No dia 22/04, sábado, será realizada uma atividade pública, às 10h, em frente do Museu Nacional (na Quinta da Boa Vista), um prédio simbólico da ciência no Brasil.

A intenção é que sejam realizadas, ainda, atividades ao longo da semana (de 23/4 a 27/4) em instituições de pesquisa, como a Fiocruz e as unidades do MCTI no Rio de Janeiro, e em universidades, como a UERJ, a UFF, a UFRJ e a Unirio. Elas serão organizadas por cada instituição, convergindo para uma participação integrada, no dia 28/4, nas atividades do movimento nacional contra os cortes e o desmonte das políticas sociais.

Os organizadores pretendem, em todas as atividades, utilizar o símbolo comum da Marcha pela Ciência no Brasil, assim como a palavra de ordem “Conhecimento sem cortes”. Um folder explicativo sobre a Marcha da Ciência no Brasil e os impactos dos cortes do governo será distribuído nestas atividades. A ADUFRJ dará apoio logístico ao ato do dia 22, na produção de faixas, cartazes e material de divulgação, que poderão também ser usados nos outros atos, caso seja do interesse das instituições. 

“Uma sugestão que pode ser facilmente replicada em outras cidades do País, gerando uma unidade que pode render boas imagens de divulgação, é escolher um prédio simbólico da ciência no Brasil (ou na região), como será feito no Rio de Janeiro, e realizar uma atividade que utilize as tesouras e a palavra de ordem comum ‘Conhecimento sem Cortes’”, sugerem os organizadores cariocas. 

No Brasil, juntamente ao Rio de Janeiro, a marcha acontece no dia 22 de abril em São Paulo, partindo às 14h do Largo da Batata, e em Natal (RN), com concentração na Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN).

Todas as atividades da Marcha da Ciência no Brasil, os contatos dos organizadores nas diversas instituições e cidades e outras informações estarão sendo noticiadas no grupo do Facebook “Marcha pela Ciência no Brasil”. “É importante que todos o utilizem para divulgar as atividades em sua região”, solicita a comissão organizadora da manifestação.

SBPC convoca toda a comunidade científica

Na última quinta-feira (30/3), a SBPC divulgou uma carta de sua presidente, Helena Nader, convocando toda a comunidade científica a participar da Marcha. Na carta, Nader reitera que este é um evento mundial, que tem como objetivo chamar a atenção de estudantes, professores, cientistas e pesquisadores, governantes e tomadores de decisão, bom como toda a sociedade, sobre a necessidade de apoiar e preservar as instituições e a comunidade científica de todo o planeta.

“Esse apoio torna-se fundamental em um momento em que a atividade científica para o bem de todos sofre várias ameaças, como mudanças em políticas públicas, redução e desvio de verbas e financiamentos públicos, partidarização política da ciência e, o que mais assusta, a tomada de decisões políticas que não levam em consideração as evidências científicas”, destaca Nader, na carta.

“Esperamos, ainda, que as sociedades científicas também convidem seus associados e amigos a participar do evento, que deverá dar início a um grande movimento planetário pela ciência como um bem comum de toda a humanidade”, conclui.

Organizada por cientistas e entusiastas que reivindicam maior reconhecimento da sociedade e dos governantes, a mobilização teve início nos Estados Unidos e já ultrapassa a marca de 300 marchas satélites em diversos países, envolvendo instituições de ponta em ciência e educação.


Comunicação CNTU
Fonte: Jornal da Ciência e SBPC

 

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