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19/04/17

Policiais fazem protesto contra a PEC 287

Milhares de policiais de todo o País estiveram em Brasília (DF), ontem (18/4), para protestar contra a PEC 287/16. Houve confronto com a segurança do Congresso Nacional, após um grupo tentar entrar. 

Foto: Divulgação FenapefFoto: Divulgação Fenapef

Mobilizados por dezenas de entidades de trabalhadores, articuladas na frente União dos Policiais do Brasil (UPB), os policiais realizaram mais um ato que pede o arquivamento da PEC 287/16, proposta de reforma da Previdência Social. Para simbolizar os prejuízos à categoria, eles queimaram caixões. Eles pretendiam protocolar um pedido de retirada dos policiais da proposta de reforma do governo.

Depois, um grupo tentou entrar na Câmara e foi barrado. Houve tumulto. Após impasse em acessar o prédio para entrega do documento, vidraças e alguns móveis da Chapelaria foram danificados, além de uma intensa correria pelos corredores da casa.

O presidente da Frente Nacional dos Policiais Federais (Fenapef), Luís Antônio Boudens, disse que o objetivo do grupo era entregar uma carta a Arthur Maia (PPS-BA), relator da PEC, pedindo ao relator a retirada da categoria da reforma.

Nesta quarta (19), Maia disse que a idade mínima para policiais federais, rodoviários federais e ferroviários federais se aposentarem foi reduzida para 55 anos. O relator, que apresenta ainda hoje, à comissão especial da Câmara que analisa o tema, o parecer final com as mudanças nas regras de aposentadoria, já havia alterado a idade mínima dos policiais para 60 anos, com 25 anos de contribuição, e 20 anos em "atividade de risco na respectiva categoria".

Para a Fenapef, as mudanças propostas pelo governo federal, mesmo com algumas flexibilizações, ainda não agradam às categorias policiais. “A idade mínima não está em discussão para nós. Já temos a previsão de aposentadoria por tempo de serviço, e o governo quer criar uma segunda”, disse Boudens, acrescentando que as mobilizações vão continuar se o relatório não for alterado de acordo com as sugestões dos policiais.

Para o próximo dia 28 está marcada uma greve geral contra as reformas e os policiais devem aderir. Em assembleias por todo o país, realizadas em 6 de abril último, os policiais federais aprovaram, por unanimidade, o "estado de greve" contra a PEC da reforma da Previdência.

No dia 8 de fevereiro último, os policiais realizaram um protesto que chamou a atenção por meio de um vídeo que viralizou, em que diversos profissionais entoam palavras de ordem como: "Se a PEc passar, a polícia vai parar". Assista aqui o vídeo.

Organização
Já são 31 entidades reunidas na frente União dos Policiais do Brasil, criada para combater a PEC que extingue a aposentadoria e retira direitos obtidos por categorias especiais, como os que atuam com segurança pública. "Derrubar a PEC 287/2016 que nega a atividade de risco e ignora a baixa expectativa de vida dos profissionais da segurança pública do Brasil". Assim está definida a missão da UPB no hotsite Aposentadoria Policial criado especialmente para a mobilização.

Em dezembro de 2016, logo após o anúncio da reforma, policiais militares e bombeiros foram retirados do texto. No entanto, permanacem integrantes das Polícia Federal, guardas municipais, da Polícia Rodoviária Federal, guardas de trânsito, legislativos, entre outros.


Comunicação CNTU
(publicado por Deborah Moreira)





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