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01/11/17

Balanço aponta ganho real em 60% das negociações no 1º semestre de 2017

Os resultados mostram que, na primeira metade de 2017, houve ligeira recuperação das negociações com ganhos reais, favorecidas pelos baixos índices de inflação registrados no período.

Imagem: LaerteImagem: Laerte

 

No primeiro semestre de 2017, cerca de 60% dos reajustes resultaram em aumentos reais, 30% tiveram reajustes em valor igual à inflação e 10% registraram perdas salariais, tomando-se por referência a variação do Índice Nacional de Preços ao Consumidor do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (INPC-IBGE), em cada data-base.

Os dados são do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), com base no Sistema de Acompanhamento de Salários (SAS-Dieese). O departamento divulgou um balanço das negociações dos reajustes salariais do primeiro semestre de 2017, disponível no site. Neste estudo, foram analisados os reajustes de 300 unidades de negociação de empresas privadas e estatais dos setores da Indústria, do Comércio e dos Serviços em todo o território nacional.

Os reajustes com ganhos reais se concentraram na faixa de até 0,5 ponto percentual acima da inflação. Foram observados reajustes iguais à inflação em 30% das negociações analisadas. Já os reajustes com perdas reais correspondem a 10%. Mais da metade destes resultou em perdas de até 0,5 ponto percentual abaixo da inflação. A variação real média dos reajustes no primeiro semestre de 2017 foi de 0,32%, voltando a ser positiva após a perda real média observada em 2016.

Também consta a distribuição dos reajustes salariais, segundo as atividades econômicas acompanhadas pelo Dieese. Na Indústria, os metalúrgicos obtiveram o melhor resultado (84% das negociações com aumentos reais e sem registro de negociação com perda salarial). Entre as atividades do setor do Comércio, o de minérios e derivados do petróleo obteve o melhor resultado (cerca de 63% dos reajustes acima da inflação). O varejista e atacadista não registrou negociações abaixo da inflação. Nos Serviços, as categorias que conquistaram os melhores resultados foram os securitários, os empregados na educação e em transportes.

A região Sul foi a que teve o melhor resultado em negociação coletiva. Dois terços das negociações conquistaram reajustes com ganhos reais e menos de 3% resultaram em perdas. Nas demais regiões, os reajustes acima da inflação estão em um mesmo patamar, entre 50% e 60%. Em relação à proporção de reajustes abaixo da inflação, também não há diferenças relevantes e fica por volta de 10%, com exceção da região Norte, que registra 29%.


A análise da negociação coletiva de trabalho no primeiro semestre de 2017 revela uma mudança no comportamento dos reajustes salariais em comparação aos semestres imediatamente anteriores. Após dois anos consecutivos de piora, os dados apontam aumento da proporção de reajustes acima da inflação e redução dos reajustes que ficaram abaixo. Contudo,  a grande concentração de reajustes próximos à inflação resultou num aumento real médio de apenas 0,32%.

É possível perceber o quadro de mudança positiva com mais detalhe ao se observar a evolução mensal da distribuição de reajustes e a evolução da inflação. Após registrar o nível mais alto no primeiro semestre de 2016, a inflação iniciou trajetória de queda. O impacto da queda da inflação nos reajustes salariais só foi observado em 2017, quando a variação do INPC ficou abaixo de 6% ao ano.


Fonte: Dieese





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