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11/09/18

Jovens com melhor saúde bucal são mais felizes

É o que aponta pesquisa recente da Faculdade de Saúde Pública da Universidade de São Paulo (USP), desenvolvida junto a 1.134 adolescentes e pré-adolescentes.

 A felicidade é um conceito complicado de ser definido e o que o afeta tem sido discutido por várias áreas do conhecimento. Pesquisa recente da Faculdade de Saúde Pública da Universidade de São Paulo (USP) descobriu uma relação entre esse estado e a qualidade da higiene bucal em pré-adolescentes e adolescentes.

Simone Tuchtenhagen analisou 1.134 jovens em 2012 e 2014 para identificar disfunções como cárie, traumatismo dentário, alteração gengival e problemas de oclusão. Ela explica que esses fatores podem afetar o relacionamento social. “Nós acreditamos que a presença de problemas bucais pode afetar esse desenvolvimento, pela questão estética. Mas também pela autopercepção que o adolescente tem da sua saúde, preocupações, dor e limitações que as doenças bucais podem causar,” diz.

A pesquisadora conta que foi necessária a escolha de um conceito específico de felicidade para realizar o estudo. “Utilizamos ‘o grau em que uma pessoa avalia a qualidade geral de sua vida como favorável’, proposto em 1984 por Ruut Veenhoven.” O filósofo holandês foi responsável por criar uma escala para medir o sentimento quantitativamente.

“O principal problema de saúde bucal dos adolescentes é a cárie e também foi o que mostrou causar mais impacto na felicidade, no nosso estudo”, aponta. Ela acrescenta que outras situações, como traumatismos, alterações na gengiva e no posicionamento dos dentes, não têm tanta influência nesse caso.

O produto mais importante de sua pesquisa, de acordo com Tuchtenhagen, foi encontrar a relação direta entre a saúde e a higiene bucal e o sentimento de felicidade, com a influência das condições sociais e econômicas. “Como resultado principal, nós encontramos que a felicidade dos adolescentes é influenciada por questões socioeconômicas, como a escolaridade materna, aglomeração no domicílio e renda da família. Também pelo uso de serviços odontológicos por motivo de dor ou em busca de tratamento, e por variáveis clínicas bucais, como o número de dentes com cavidade de cárie e a autopercepção do indivíduo em relação à sua saúde bucal”, conclui.

 

 

Fonte: Agência Universitária de Notícias/USP (Imagem: Reprodução)





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