Antiviral grátis na rede de Farmácia Popular
Para retirar o oseltamivir, o cidadão deve apresentar a identidade e a prescrição do medicamento emitida por médico da rede pública ou privada
O fosfato de oseltamivir, remédio usado no tratamento da gripe H1N1, será distribuído gratuitamente pelo Programa Farmácia Popular, segundo o Ministério da Saúde, que informa ter em estoque 21,9 milhões de tratamentos adultos e pediátricos.
Inicialmente dois milhões de tratamentos estarão disponíveis dentro do programa.
– Não vai faltar remédio para a população – diz José Miguel Nascimento Júnior, diretor do Departamento de Assistência Farmacêutica e Insumos Estratégicos do ministério.
Para retirar o oseltamivir, o cidadão deve apresentar a identidade e a prescrição do medicamento emitida por médico da rede pública ou privada.
A receita tem validade de cinco dias e ficará retida na unidade do Farmácia Popular.
– A receita é fundamental para evitar a automedicação, a corrida às farmácias e a venda de forma indiscriminada – justifica José Miguel.
O Instituto de Tecnologia em Fármacos (Farmanguinhos), da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), foi responsável pela produção do medicamento, a partir do princípio ativo que o Ministério da Saúde tinha em estoque. O laboratório enviará ao Ministério relatórios quinzenais sobre a demanda em cada uma das unidades próprias. A intenção é monitorar a procura pelo remédio e controlar a distribuição dos tratamentos, de acordo com as necessidades locais.
Indicações O medicamento não é indicado para todo e qualquer caso de pessoa com sintoma de gripe.
De acordo com as recomendações do Ministério da Saúde, o oseltamivir deve ser utilizado em pacientes com quadro de doença respiratória grave, cujo início dos sintomas tenha ocorrido no período de 48 horas.
O antiviral, segundo avaliação médica, também está indicado para tratamento de pacientes com sintomas de gripe que sejam portadores de fatores de risco, como doença crônica e gravidez. Porém, segundo a orientação do fabricante, o laboratório Roche, deve ser usado durante a gravidez somente se o benefício justificar o risco potencial para o feto.