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14/01/14

O que ouvem os trabalhadores

João Guilherme Vargas Netto*

Todos os discursos poderiam produzir uma algaravia semelhante à da Torre de Babel se não existisse – com influência, organicidade e institucionalidade – o discurso sindical.

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Quando se compreende o movimento sindical como parte do movimento mais amplo e geral dos trabalhadores que se desdobra, por exemplo, nas esferas política, social, cultural, esportiva e religiosa, ampliando a exclusiva preocupação com o econômico – característica do sindicalismo – é que vale a pena analisar os diferentes discursos que são enunciados na vida diáriados trabalhadores.

Há o discurso patronal que, decorrente da hegemonia de classe, tem forte e continuado apelo nas fábricas, nos escritórios, nas lojas, nas agências bancárias e em todos os locais de trabalho, mesmo para os autônomos e profissionais liberais.

Comparecem também os diferentes discursos político-partidários, os demagógicos, os radicais e os ponderados. Ainda que sejam veiculados quase que apenas durante as eleições, a cidadania efetiva dos trabalhadores os acolhe e somente as práticas mais retrógradas e antitrabalhistas o emudecem.

Há, levando-se em conta a heterogeneidade do mundo do trabalho, os discursos religiosos, esportivos e culturais cuja encarnação hoje é a do pregador evangélico, já que a Igreja Católica abandonou as veleidades trabalhistas dos círculos e das pastorais operárias.

Há também o discurso da grande mídia, que desorienta uns e outros; mas o próprio descompasso entre a vida real e seu retrato midiático o entorpece aos ouvidos da massa trabalhadora.

Todos estes discursos poderiam produzir uma algaravia semelhante à da Torre de Babel se não existisse – com influência, organicidade e institucionalidade – o discurso sindical. É ele que dá o tom e sustenta a harmonia. Ainda que apenas um em cada cinco trabalhadores, incluindo os informais, participe de um sindicato, a vocalização unitária dos interesses reais dos trabalhadores (predominantemente econômicos, mas também sociais, políticos e culturais) faz com que a voz sindical seja entendida muito além do ambiente dos sindicatos e dos sindicalizados.

E é exatamente por isso que devemos manter com unhas e dentes a unidade de ação sindical conquistada e reforçar todos os instrumentos de amplificação da palavra dos sindicatos e das demais entidades, em particular, das centrais sindicais.


(*) Membro do corpo técnico do Diap e consultor sindical de diversas entidades de trabalhadores

 



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