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30/05/14

É essencial democratizar os meios de comunicação no País

José Carrijo Brom

A sociedade brasileira não pode mais postergar a discussão sobre a regulação da mídia e muito menos temê-la.

Ao longo dos anos, venho sendo consumidor das “informações” repassadas pelos meios de comunicação do nosso País e tenho feito inúmeras reflexões sobre o conteúdo que recebo. Questiono-me o que tem sido acrescentado a minha trajetória de vida e em que me ajudou a melhorar nos aspectos cultural, social, político e humanitário.  Ou seja, como pessoa e cidadão. 

Mais recentemente, aprofundaram-se as preocupações como pai ao ver que meu filho também será consumidor desse modelo que sistematicamente se reproduz de maneira orquestrada pelas televisões, jornais, rádios e agora, de modo que me parece amplamente acrítico, pelas redes sociais. Como educá-lo diante dessa avalanche que deseduca? Como protegê-lo para não se tornar refém da desinformação? Como torná-lo um cidadão com capacidade crítica diante de um poder alienador? São perguntas para as quais não se encontram respostas simples ou imediatas.

A partir dessas indagações, busquei compreender um pouco esse mercado da comunicação e me deparei com a enorme concentração desses meios em mãos de poucas pessoas.  São grandes empresários com verdadeiros impérios do setor que os utilizam de acordo com os seus  interesses na conjuntura.  São famílias detentoras de amplos poderes políticos e econômicos. Os conteúdos veiculados não têm conexão com as aspirações e com as reais necessidades da população, são determinados, substantivamente, pelos interesses mercadológicos. Ou seja, é simplesmente um negócio e, diga-se de passagem, muito lucrativo.

Esses veículos tentam passar uma imagem de preocupação com as questões sociais elegendo temas de ocasiões com algum apelo. Porém, na essência, em quase nada contribuem para propiciar mudanças de paradigmas ou para fazer avançar no combate a problemas estruturais, como a discriminação e a exclusão social. Ao contrário, muitas vezes reforçam essas chagas com muita sutileza tecnológica.

Qualquer menção à regulação das comunicações no Brasil enfrenta imediatamente a resistência articulada e poderosa dos empresários do setor, que acusam a proposta de autoritária e contrária à liberdade de expressão. Nada mais falso que tal argumento. O que convenientemente não se divulga é que em todos os países ditos de primeiro mundo existem regras para os meios de comunicações. Além disso, qualquer setor organizado da sociedade brasileira tem sua atuação determinada por legislação específica. Não se trata de calar ou tutelar, mas de responsabilizar.

A sociedade brasileira não pode mais postergar a discussão sobre a regulação e democratização das concessões públicas dos meios de comunicação e muito menos temê-la. É preciso ter clareza que enfrentar essa questão é tão importante para o fortalecimento da democracia e para o desenvolvimento do País quanto debater as reformas política, agrária, urbana, tributária e do Judiciário. Ou nos lançamos nesta luta ou continuaremos coniventes com uma democracia manca. 


José Carrijo Brom é diretor da CNTU e da Federação Interestadual dos Odontologistas (FIO)30052014-163926-carrijo30052014-163926-carrijo



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