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17/08/17

Opinião – CNTU: um diamante a lapidar

Allen Habert

A Confederação Nacional dos Trabalhadores Liberais Universitários Regulamentados (CNTU) estará entre as entidades mais comentadas em cinco anos no País. Será considerada um caso inédito neste século de uma organização sindical presente no debate público cercada de artistas, intelectuais e profissionais de todas as áreas. Navegando contra a maré do desalento e da falta de perspectivas, a CNTU emana esperança da ressignificação e da necessária revalorização da política.

Aristóteles concebeu que a finalidade da política é promover o bem comum e a felicidade. Em grego se diz eudaimonia. A felicidade é o resultado e a finalidade da política. E o que a CNTU, suas federações e seus sindicatos filiados fazem cotidianamente é política, e isso se dá com grandeza, democracia e solidariedade. A CNTU discute e age na perspectiva dos anseios das categorias das camadas médias universitárias de forma conjugada aos interesses nacionais e gerais da população brasileira.

A CNTU, com 11 anos de existência, representa 1,5 milhão de profissionais engenheiros, economistas, farmacêuticos, nutricionistas, odontologistas nas cinco regiões do País. Tem um projeto de desenvolvimento, qualidade de vida para todos e defesa dos direitos humanos que vem debatendo e produzindo campanhas que aproximam um contingente de lideranças muito além de suas categorias. Criou o Conselho das 1.000 cabeças, que hoje já conta 1.200 lideranças de todo o Brasil; em cinco anos, serão 22 mil. Lançou o projeto Brasil 2022 para unir os brasileiros num novo momento democrático e de soberania em torno do Bicentenário da Independência e dos 100 anos da Semana de Arte Moderna. Trabalha para estimular os representantes do mundo do trabalho, da cultura e da CT&I, do poder público a criarem uma grande onda para um novo salto em nosso desenvolvimento. O pensamento nacional progressista – que atravessa a Inconfidência Mineira, a Independência, a República, a Revolução de 1930, a luta pela democracia sintetizada na Constituição de 1988 – nos afirmou como uma nação-continente pujante e influente no mundo. A CNTU é filha dessa onda democrática e da vontade de se criar uma civilização marcante nas primeiras décadas do século XXI. Ela reúne inteligências coletivas e forças determinantes para o sucesso de um projeto de desenvolvimento diferenciado e empreendedor.

No entanto, três desafios-enigmas aparentemente incontornáveis devem ser decifrados. O primeiro: agora mais uma vez necessita-se da população brasileira transformada em povo consciente de seu poder e destino, que assuma seu novo lugar num país e mundo que caminham para uma desigualdade mais radicalizada e excludente, com provocações bélicas muito perigosas. O segundo: superar este momento de retrocesso no País é saber unir a brasilidade, escapando das armadilhas isolacionistas e voluntaristas, e propor um projeto amplo de avanço democrático. O terceiro: combater nosso subdesenvolvimento perturbador misturado com a modernidade é conquistar a prática da política alinhada às grandes vitórias da sociodiversidade de nossa história e de nossos valores.

A ousadia, perspicácia e serenidade serão sempre úteis para atravessar o labirinto. E com certeza os raios do sol aprisionados pelo final da noite serão liberados.




Allen Habert, diretor de Articulação Nacional da CNTU e diretor da FNE. Artigo publicado originalmente na edição 183 (Agosto/2017), do Jornal Engenheiro, da Federação Nacional dos Engenheiros (FNE).



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