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16/11/17

COP-23: Merkel reconhece fracasso e prêmio Fóssil vai para o Brasil

Ontem (15), pronunciamento da chanceler alemã Angela Merkel foi balde de água fria durante COP-23. No mesmo dia, Brasil recebeu prêmio concedido aos que tornam as negociações climáticas mais difíceis. 

Baixar as emissões de carbono para que o mundo não aqueça mais do que 2 graus até o final do século, meta acordada em Paris, e diminuir os impactos que já estão afetando a vida de milhões de pessoas. Para a chanceler alemã, que discursou ontem (15/11), na 23ª Conferência do Clima da Organização das Nações Unidas (ONU), a COP-23, que ocorre em Bonn, na Alemanha, é uma meta ambiciosa demais. E reconheceu, diante do mundo, que seu país está atrasado em seu objetivo de reduzir as emissões em 40% até 2020.

"Sabemos que o Acordo de Paris é um começo", disse Merkel. "Nós também sabemos que, sob os compromissos atuais, não cumpriremos o objetivo de dois graus ou 1,5 graus", completou.

Para alcançar a meta, os 195 países signatários da Conferência de Paris, deveriam ter metas locais de redução de emissão de gases causadores do efeito estufa. A COP-23 ocorre justamente para avançar no Acordo de Paris, tido como insuficiente pela ONU. Segundo a organização, os compromissos orquestrados em Paris representam apenas um terço do necessário para combater as mudanças climáticas.

Prêmio Fóssil do Dia
O prêmio mais tradicional das Conferências da ONU sobre Mudanças Climáticas, o Fóssil do Dia, foi entregue ao Brasil no dia em que o País celebrou sua Proclamação da República. Não por causa dos seus negociadores, mas por causa do presidente. De acordo com o grande grupo de ONGs ambientais que selecionam os vencedores do prêmio, que trata-se de uma ironia para sinalizar aqueles que tornam as negociações climáticas mais difíceis, o Fóssil foi entregue ao Barsil por causa da Medida Provisória enviada por Michel Temer ao Congresso que pode dar às empresas de petróleo US$ 300 bilhões em subsídios para perfurar suas reservas offshore.

O Fóssil do Dia é uma tradição das negociações climáticas que teve início em 1999 – quando a COP também foi realizada em Bonn, na Alemanha. A premiação foi iniciada pela NGO alemã Forum e é conduzido pela Climate Action Network (CAN): seus membros elegem os países que julgaram ter feito o seu “melhor” para bloquear o progresso nas negociações ou na implementação do Acordo de Paris durante as negociações das Nações Unidas sobre mudanças climáticas.

Outras iniciativas
Durante o final de semana, Portugal, França, Holanda, Costa Rica e a plataforma Processo de Paris sobre Mobilidade e Clima (PPMC) lançaram a Aliança Global para Descarbonização dos Transportes. O objetivo da iniciativa é estimular uma maior liderança política no setor.

No sábado (11), o vice-ministro do Ambiente de Portugal, José Mendes, disse à ONU News, em Bonn, ser preciso mais ambição e uma ação global coordenada na área de transportes para cumprir o Acordo de Paris.

“A verdade é que o setor de transportes gera emissões de gases de efeito estufa e nós temos que tratá-las. É por isso que ao nível dos Estados, ao nível das cidades, ao nível das empresas temos que coordenar esforços. E a Aliança para a Descarbonização dos Transportes pretende justamente fazer esse tipo de coordenação, de forma que tenhamos sucesso na implementação do Acordo de Paris também na área dos transportes”.

Iniciativas globais sustentáveis
Seis novas iniciativas voluntárias globais também foram apresentadas neste fim de semana na COP-23, abordando aspectos relacionados aos transportes e as mudanças climáticas. Entre elas, a iniciativa “Below50″ (Abaixo de 50), que estabelece o comprometimento de empresas, países e organizações com o uso de combustíveis sustentáveis que produzam pelo menos 50% emissões de CO2 a menos, em comparação com os combustíveis fósseis convencionais.

E mais, a Aliança EcoMobility, de cidades comprometidas com o transporte sustentável; a ação EV100, uma iniciativa global que une companhias comprometidas a acelerar a transição do uso de veículos elétricos (EVs) de modo a tornar os meios de transportes elétricos o padrão por volta de 2030.

Destaca-se ainda o Walk 21, movimento global que valoriza e promove o hábito de caminhar como forma de deslocamento prazeroso e saudável e promove o desenvolvimento de cidades com áreas exclusivas para pedestres onde seja mais fácil andar; e, finalmente, a iniciativa Transformando a Mobilidade Urbana, que busca acelerar a implementação de transporte urbano sustentável de mitigação da mudança climática.

Comunicação CNTU
Com agências


(publicado por Deborah Moreira)



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