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15/12/17

Política de preços de Temer e Parente é “America First! ”

A Associação dos Engenheiros da Petrobras (Aepet) elaborou uma análise detalhada sobre a nova política de preços dos combustíveis da petrolífera brasileira, desde outubro de 2016, e suas consequências.

 

Em resumo, de acordo com a entidade, foram praticados preços mais altos que viabilizaram a importação por concorrentes. Por isso, explica, “a estatal perdeu mercado e a ociosidade de suas refinarias chegou a um quarto da capacidade instalada. A exportação de petróleo cru disparou, enquanto a importação de derivados bateu recordes. A importação de diesel se multiplicou por 1,8 desde 2015, dos EUA por 3,6. O diesel importado dos EUA que em 2015 respondia por 41% do total, em 2017 deve chegar a 82% do total importado pelo Brasil”.

Tal política adotada pelo governo temer fez com que ganhassem os produtores norte-americanos, os “traders” multinacionais, os importadores e distribuidores de capital privado no Brasil. No artigo, a Aepet é taxativa: “Perderam os consumidores brasileiros, a Petrobras, a União e os estados federados com os impactos recessivos e na arrecadação. Batizamos essa política de “America first! ”, ´Os Estados Unidos primeiro!´.”

A nova direção da Petrobras, tendo Pedro Parente à frente, em outubro de 2016, adotou essa política, que tem como base dois fatores: a paridade com o mercado internacional - também conhecido como PPI e que inclui custos como frete de navios, custos internos de transporte e taxas portuárias – mais uma margem que será praticada para remunerar riscos inerentes à operação, como, por exemplo, volatilidade da taxa de câmbio e dos preços sobre estadias em portos e lucro, além de tributos. A diretoria executiva definiu que não praticaremos preços abaixo desta paridade internacional.

Em junho de 2017, como descreve a associação, matéria do jornal Valor Econômico informava que o presidente da Petrobras, Pedro Parente disse que a política de preços dos combustíveis prevê reajustes ao menos uma vez por mês, mas que a companhia ainda está em "processo de aprendizado" e que a periodicidade dos reajustes ainda não está bem definida pela empresa.

Erros na política de preços do passado não justificam os atuais
Aqueles que defendem a nova política de preços da Petrobras costumam apontar para os subsídios ao consumidor concedidos entre 2011 e 2014. Neste período a Petrobras não transferiu a elevação dos preços no mercado internacional ao consumidor brasileiro. Para conter a inflação transferiu a renda petroleira ao consumidor, na medida em que conteve seus preços.

Entendemos que uma empresa estatal pode, e deve ter outros objetivos, além de maximizar seus lucros no curto prazo, postura típica das multinacionais privadas controladas por agentes do sistema financeiro. O desenvolvimento e a segurança energética nacionais estão entre os objetivos típicos das estatais do setor.

>> Leia o texto completo, que tem diversos gráficos, aqui


Comunicação CNTU

 

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